Por um momento vamos imaginar que o maior traidor da terra era uma pessoa de bom coração, e tentar entender o que o motivou a arquitetar o esquema de entregar o Salvador dos homens...
Judas era o único discípulo da Judeia, região mais ao sul da capital Jerusalém.
Todos os demais eram galileus, do norte.
A Judeia era lugar das pessoas sábias e inteligentes, aquelas que se acreditavam mais aptas a governar, enquanto os galileus eram muitas vezes questionados e subjugados. Como relata o texto de João 1:46: "Acaso pode proceder algo bom vindo da Galileia?".
Logo, não é à toa que Judas achou seu lugar junto aquele grupo de pessoas mais íntimas do Mestre Jesus e obteve um papel de destaque, coordenar as finanças do ministério do Messias.
O que se esperava de alguém com tamanha importância e responsabilidade?
Que fosse capaz de prover os recursos para a existência de todos e ainda ajudar os demais.
Toda caridade, filantropia, oferta de amor e assistência material, devia ter a consulta e o aval de Judas antes de ser realizada.
O próprio Jesus chama a atenção para a necessidade do auxílio aos famintos e doentes (Mat 25).
Entretanto, esse Iscariote, tinha uma visão deturpada do Seu Mestre.
Ele aceita fazer parte e ter esse papel determinante no grupo, pois acreditava no Messias guerreiro, que iria retomar as rédeas de Israel e fazer com que sua nação voltasse a se tornar independente.
Ele não aceitava mais viver sob o domínio Romano, sustentando o império mediante altos impostos.
Ele queria enriquecer, acumular, fazer daquele movimento uma força econômica de Revolução.
Fica cada vez mais difícil imaginar esse sujeito sendo bonzinho, ainda mais quando é exposto que faltaram recursos para alimentar os famintos na multiplicação de pães (João 6).
Faltou também pão e suprimentos ao Mestre e aos Doze numa viagem de barco (Mateus 16).
E tendo que ouvir seu Rabi dizer que seria mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus (Mat 19), além do ultimato para não ajuntar tesouros nessa terra, dito em Mateus 6.
Nosso tesoureiro já estava perdido, até que acontece o estopim.
Em Marcos 14, Jesus está jantando na casa de Simão quando uma mulher aparece e despeja sobre o Salvador todo o frasco de um perfume caríssimo.
Perfume que valia o acúmulo de um ano de controle de recursos, que poderia ser o grande investimento para a tomada do poder dos seguidores do Messias.
Nosso homem da grana, esbraveja, enlouquece, não acredita no que vê.
Aquela quantidade enorme de dinheiro sendo despejada na cabeça de uma pessoa.
Era o maior desperdício de todos os tempos.
Ele dispara: "Que absurdo! Devíamos ter usado o dinheiro desse perfume para dar aos pobres!".
Estava claramente dissimulando e forçando um espírito caridoso ao qual não tinha.
Porém, o pior de tudo foi a resposta de seu Mestre:
"Deixem a mulher em paz. Infelizmente a pobreza sempre esteve no mundo, e lamentavelmente ela sempre estará, usem isso como oportunidade para ajudar as pessoas para todo sempre e sem cessar". Jesus disse essas coisas pois, aquele ato de derramar o perfume era um símbolo de preparo e purificação externa para a sua morte.
O filho de Deus sairia da presença física deles em breve, e o ato da mulher foi necessário, embora infelizmente ainda exista o problema da pobreza.
Judas, ao ouvir aquelas palavras de seu pretendente a Rei, desiste. A ficha dele acabou de cair.
Ele entende que o Reino que Jesus quer implantar não é daqui, não é terreno, não é desse mundo.
O Messias guerreiro que ele esperava era tudo ilusão.
Esse homem que tinha belos ensinamentos e boas mensagens haveria de morrer.
Este homem não lhe servia mais.
Jesus, nesta nova concepção de Judas, não resolveria nada que ele julgava ser mais essencial.
E quanto a nós?! O que temos que tirar de lição?
Quem somos nós nessa trama conhecida da humanidade?
Seremos aqueles que querem enriquecer a todo custo?
Seremos aqueles que vivem como peças na engrenagem do sistema?
Judas era o único discípulo da Judeia, região mais ao sul da capital Jerusalém.
Todos os demais eram galileus, do norte.
A Judeia era lugar das pessoas sábias e inteligentes, aquelas que se acreditavam mais aptas a governar, enquanto os galileus eram muitas vezes questionados e subjugados. Como relata o texto de João 1:46: "Acaso pode proceder algo bom vindo da Galileia?".
Logo, não é à toa que Judas achou seu lugar junto aquele grupo de pessoas mais íntimas do Mestre Jesus e obteve um papel de destaque, coordenar as finanças do ministério do Messias.
O que se esperava de alguém com tamanha importância e responsabilidade?
Que fosse capaz de prover os recursos para a existência de todos e ainda ajudar os demais.
Toda caridade, filantropia, oferta de amor e assistência material, devia ter a consulta e o aval de Judas antes de ser realizada.
O próprio Jesus chama a atenção para a necessidade do auxílio aos famintos e doentes (Mat 25).
Entretanto, esse Iscariote, tinha uma visão deturpada do Seu Mestre.
Ele aceita fazer parte e ter esse papel determinante no grupo, pois acreditava no Messias guerreiro, que iria retomar as rédeas de Israel e fazer com que sua nação voltasse a se tornar independente.
Ele não aceitava mais viver sob o domínio Romano, sustentando o império mediante altos impostos.
Ele queria enriquecer, acumular, fazer daquele movimento uma força econômica de Revolução.
Fica cada vez mais difícil imaginar esse sujeito sendo bonzinho, ainda mais quando é exposto que faltaram recursos para alimentar os famintos na multiplicação de pães (João 6).
Faltou também pão e suprimentos ao Mestre e aos Doze numa viagem de barco (Mateus 16).
E tendo que ouvir seu Rabi dizer que seria mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus (Mat 19), além do ultimato para não ajuntar tesouros nessa terra, dito em Mateus 6.
Nosso tesoureiro já estava perdido, até que acontece o estopim.
Em Marcos 14, Jesus está jantando na casa de Simão quando uma mulher aparece e despeja sobre o Salvador todo o frasco de um perfume caríssimo.
Perfume que valia o acúmulo de um ano de controle de recursos, que poderia ser o grande investimento para a tomada do poder dos seguidores do Messias.
Nosso homem da grana, esbraveja, enlouquece, não acredita no que vê.
Aquela quantidade enorme de dinheiro sendo despejada na cabeça de uma pessoa.
Era o maior desperdício de todos os tempos.
Ele dispara: "Que absurdo! Devíamos ter usado o dinheiro desse perfume para dar aos pobres!".
Estava claramente dissimulando e forçando um espírito caridoso ao qual não tinha.
Porém, o pior de tudo foi a resposta de seu Mestre:
"Deixem a mulher em paz. Infelizmente a pobreza sempre esteve no mundo, e lamentavelmente ela sempre estará, usem isso como oportunidade para ajudar as pessoas para todo sempre e sem cessar". Jesus disse essas coisas pois, aquele ato de derramar o perfume era um símbolo de preparo e purificação externa para a sua morte.
O filho de Deus sairia da presença física deles em breve, e o ato da mulher foi necessário, embora infelizmente ainda exista o problema da pobreza.
Judas, ao ouvir aquelas palavras de seu pretendente a Rei, desiste. A ficha dele acabou de cair.
Ele entende que o Reino que Jesus quer implantar não é daqui, não é terreno, não é desse mundo.
O Messias guerreiro que ele esperava era tudo ilusão.
Esse homem que tinha belos ensinamentos e boas mensagens haveria de morrer.
Este homem não lhe servia mais.
Jesus, nesta nova concepção de Judas, não resolveria nada que ele julgava ser mais essencial.
Então ele o trai. Ali mesmo, logo após o jantar, ele revela os segredos, os projetos, as metas de seu grupo e do seu Mestre, aos líderes religiosos que queiram "a cabeça" do Messias.
O traidor mostra a melhor forma de não só matá-lo, mas de diminuí-lo e ridicularizá-lo.
Obviamente o homem da grana é bem recompensado.
Recebe 30 moedas de prata e a oportunidade de tomar um novo rumo em sua vida.
Porém, depois do fato consumado, ele cai e se desespera.
Percebe que o dinheiro, aquelas 30 moedas, não tem valor em suas mãos.
Ele não sabe o que fazer, não sabe ajudar os outros, não quer doar, depositou toda sua fé e esperança em um sistema corrompido, que o transformou em um malandro, um fantoche.
O traidor mostra a melhor forma de não só matá-lo, mas de diminuí-lo e ridicularizá-lo.
Obviamente o homem da grana é bem recompensado.
Recebe 30 moedas de prata e a oportunidade de tomar um novo rumo em sua vida.
Porém, depois do fato consumado, ele cai e se desespera.
Percebe que o dinheiro, aquelas 30 moedas, não tem valor em suas mãos.
Ele não sabe o que fazer, não sabe ajudar os outros, não quer doar, depositou toda sua fé e esperança em um sistema corrompido, que o transformou em um malandro, um fantoche.
Em sua última atitude desesperada, ele tenta devolver o dinheiro para aqueles que administram o templo e toda a religião de Israel. Talvez fez isso querendo cavar para si um lugar nessa corja manipuladora?
Mas quem aceitaria o traidor do Salvador inocente?!
Mas quem aceitaria o traidor do Salvador inocente?!
Na beira do abismo, sem avistar uma saída, o tesoureiro se mata.
E entra para história como um dos piores seres humanos que pisaram nessa terra.
E entra para história como um dos piores seres humanos que pisaram nessa terra.
E quanto a nós?! O que temos que tirar de lição?
Quem somos nós nessa trama conhecida da humanidade?
Seremos aqueles que querem enriquecer a todo custo?
Seremos aqueles que vivem como peças na engrenagem do sistema?
Ou seremos a "mulher" generosa, desapegada a valores materiais, de um coração tão bom a fornecer tudo de si e oferecer a um outro?!
Sejamos a mulher, façamos atos de bondade e amor, sejamos o oposto de quem acumula e ajunta tesouros na terra, e façamos a obra deste Mestre aqui entre nós mesmos.
Por Allison Teixeira.
Sejamos a mulher, façamos atos de bondade e amor, sejamos o oposto de quem acumula e ajunta tesouros na terra, e façamos a obra deste Mestre aqui entre nós mesmos.
Por Allison Teixeira.

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