RELATÓRIO DE VIAGEM - 002: "você quer brincar na neve?"

Reserva já estava feita com a Ruta Chile, o pagamento seria feito direto ao motorista da van que me buscaria pontualmente às 7:40h da manhã. Custa 20 mil pesos, algo próximo de R$ 120.
Acordo e fico esperando. Um cara brasileiro conversa comigo, esqueci o nome dele. É do Nordeste, está no Chile há 2 semanas, fala um pouco das coisas que já fez e diz que vai para Valdívia, eu fico meio sem entender, mas percebo que é uma cidade. A conversa estava até boa, mas o motorista chega. 


O motorista é gente boa, não é invasivo e dá informações na medida, nem muito nem pouco. Tem um casal de brasileiros na van, do RJ. Eles vão interagindo na viagem de 2:30h, enquanto eu fico mais quieto. Sair de Santiago é difícil, muito engarrafado.

Temos uma parada para aluguel de roupas de frio. Eu estou seguro de que minhas roupas serão suficientes, mas vejo quanto custa. É uma apresentação geral e uma das funcionárias é brasileira. Ela explica as condições climáticas de lá, mas resolvo não comprar mesmo. Compro um lanche para o café e almoço. Aceitam real, tomo uma "facada". R$ 50 só pra água, 2 hambúrgueres e um super oito. Seguimos viagem.


Na parada faço amizade com o outro passageiro, conversamos um pouco e começamos a simpatizar. Interagimos mais quando começamos a ver neve nas colinas. O volume vai aumentando e aquele sonho se tornando realidade. Parece inacreditável. Muitas fotos e vídeos. Já estava frio, mas vai ficando mais. Tem altitude também, pode dar tontura.

Uma parada perto do pico da montanha, para tirar foto. A estrada muito molhada pelo gelo derretido. Lugar lindo, sem palavras. Tem mais turistas, assim como na parada de aluguel de roupas, muitos brasileiros.
Tiro fotos do casal, gosto muito disso. Eles tiram de mim. Estamos em parceria. A parada também serve para colocar correntes nos pneus do carro, para não deslizar na pista.









CHEGAMOS! Neve, neve, neve!! O motorista dá as instruções. Voltará as 14h para nos buscar porque somos um grupo pequeno, só viemos conhecer e não praticar Skyboard. Me separo do casal, e desfruto de cada canto do lugar. Tem um ambiente com música, banheiro, local pra se aquecer. Em cima tem 3 hotéis, super caros e ônibus que levam e buscam passageiros. Tiro muitas fotos, aproveito bastante. Não acredito no que tô vivendo. Faço vídeo pra família. Um cara de Minas tira umas fotos massas minhas. Mas no geral, ali é só aproveitar.



É perfeito. Não dá pra descrever. É tolice tentar. As horas passam e o motorista (que pena que esqueci o nome dele) vem nos buscar. Na verdade ligamos pra ele antes. A esposa do cara está passando mal. Tonta e vomitando. Acho o motorista e ele achava que era eu que passei mal, ele zoa porque Alison é nome de mulher em Chile. Cara legal.

      





Descemos e eu também passo mal um pouco, tontura e queda de pressão, muitas curvas (46) e altitude (quase 3 mil metros acima do mar). Chego no Kombi Hostel, estou tão feliz que nem sei.

Comentários

  1. Sensacional mano, vamos se organizar para ir de novo! É um objeto meu!

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  2. Massa, da próxima vez se Deus quiser vamos com você ! Show

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  3. Lugar maravilhoso, um dos meus objetivos daqui um tempo .

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  4. Demais. Ainda vou dar um pulinho nessa neve qualquer dia desse :D

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  5. Lindo lindo lindo és! Lugar divido. Deus é maravilhoso!

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  6. Adorei o jeito que você narrou a história, me senti lá! Parabéns Allison!!

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  7. Grava o nome de alguém, pelo amor de deus! rs

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  8. Vamos fazer uma viagem juntos assim, amigo.

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